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Exportação de rochas e café pelo Porto de Vitória
Fonte : Codesa
Aumentar e agilizar o volume de exportação de rochas e café pelo Porto de Vitória foi tema central de reunião no final da tarde de terça-feira (30), no Palácio Anchieta, em Vitória. O governador Paulo Hartung comandou o encontro cujo objetivo é buscar soluções rápidas para o escoamento da produção capixaba. A CODESA foi representada pelo diretor de Planejamento e Desenvolvimento, Walter Arruda, que na semana que vem receberá o grupo na sede da companhia, quando os empresários se comprometeram em apresentar o volume de carga parada, pronta para exportação.

A reunião foi articulada pelo secretário de Estado de Desenvolvimento, José Eduardo Azevedo, que vinha sendo procurado pelo setor produtivo solicitando rapidez no embarque da carga. Os dois produtos são exportados dentro de contêineres e devido a um problema de máquina, em setembro, o navio Login Resiliente foi para o estaleiro, provocando acúmulo da produção nas empresas e atrasando a exportação pelo Terminal Login TVV, especializado em contêineres.

Participaram da reunião, além do governo e da CODESA, representantes dos sindicatos de produtores de rochas e de exportação – Sindirochas, Centrorochas e Sindiex, do Terminal Login (TVV) e do armador MSC Mediterranean Shipping do Brasil. Além do acúmulo do volume de carga, os empresários reivindicam mais linhas na cabotagem – rota entre terminais nacionais – entre o Porto de Vitória e o Porto de Santos, em São Paulo, de onde a carga sai para outros países em navios maiores. A cabotagem hoje é semanal.

Demandas

A solicitação foi apresentada pelos presidentes do Sindirochas e Sindiex, Tales Pena Machado e Marcílio Rodrigues Machado, respectivamente. O primeiro informou, ainda, que há falta de contêineres para o embarque de cargas, mas com a quebra do Login Resiliente a situação se agravou: "Não temos segurança para assinar prazo de entrega". Também lamentou que a operação portuária não funciona à noite. Já Marcílio Machado acrescentou a necessidade de resolver esses gargalos com a maior rapidez.

O representante do armador MSC, empresa dona do navio que faz a cabotagem Vitória – Santos, Douglas Baccarini, lembrou que a questão do navio foi pontual, mas no menor tempo possível a empresa disponibilizou outro navio. "O tempo de reação foi curto e estamos operando em bases normais. Em 10 dias buscamos um navio no mercado e trouxemos para cá. Entretanto, o problema maior é a restrição geográfica do Canal de Vitória, com limitação de calado e comprimento da embarcação", explicou.

A MSC é o segundo maior armador mundial, com uma frota de 456 navios, e responsável por 50% das embarcações que operam no Espírito Santo. As exportações de café e granito no Porto de Vitória ocorrem pelo TVV, único especializado em contêineres. O diretor de terminais da empresa, Ilson Hulle, explicou que a expectativa para reduzir esses impactos está na liberação das novas profundidades do Canal de Vitória, já que os navios poderão receber maior volume de carga.

Nova profundidade

O diretor da CODESA, Walter Arruda, informou que as tratativas estão em fase final, com as simulações de manobras no laboratório da Universidade de São Paulo (USP). "Hoje mesmo (30) está sendo realizada a segunda campanha de simulações perante uma comissão formada pela Autoridade Portuária, Capitania dos Portos do ES e Praticagem para a aprovação final, confecção e publicação da Norma que irá permitir a navegabilidade com as novas profundidades", pontuou.

O governador Paulo Hartung explicou que "a ideia da reunião não foi de disputa, mas de ganha-ganha: quem tem carga quer embarcar, quem tem porto quer movimentar e que tem navio quer transportar mais", resumiu, acrescentando: "Esse encontro não é de cobrança, mas de cooperação. Vamos nos aproximar mais".

Walter Arruda também defendeu maior aproximação entre os atores envolvidos: "Dentre outras coisas precisamos afinar as ações, ajustar o fluxo de informação. Todos temos objetivos convergentes e nos interessa ter navio no porto para embarcar e receber cargas".

No próximo dia 7, novo encontro será realizado, desta vez na CODESA, quando os empresários irão apresentar o volume de café e granito prontos para embarque e debater a possibilidade de fretamento extraordinário de navios ou a criação de outra linha para a cabotagem.
Data de publicação : quarta-feira, 31 de outubro de 2018

 

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