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Imposto sindical deve ser recriado por projeto
Fonte : Estadão
O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva, desistiu de cobrar do presidente Michel Temer a edição de medida provisória para recriar o imposto sindical, extinto com a reforma trabalhista. Temer tinha prometido às centrais que enviaria ao Congresso uma MP para manter, por cinco anos, a principal fonte de renda dos sindicatos em troca de apoio na 2.ª denúncia. Mas, diante da demora, o deputado negocia com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a votação em regime de urgência de projeto para instituir o novo tributo.

Jabuti. O novo imposto sindical será incluído num projeto sem relação com o tema, mas que estiver pronto para ser votado no plenário da Câmara. Com isso, a pauta não será debatida pelas comissões temáticas.

Caminho. Uma emenda ao projeto irá definir que os sindicatos terão que aprovar em assembleias se poderão ou não cobrar o imposto sindical. Quem receber o aval terá o direito de arrecadar da categoria beneficiada pelos acordos coletivos, filiados ou não.

Tudo ou nada. O líder do governo Michel Temer no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), defende que a reforma da Previdência seja votada, mesmo sob o risco de derrota. “Pelo menos o governo mostra serviço”, diz. O Planalto, contudo, não tem pressa em retomar o assunto.

Intensivão. O presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-SP) contratou o professor Adolfo Saschida para lhe dar aulas de economia básica. Ele é pesquisador do Ipea e filiado ao DEM. Pelo Facebook, o economista disse que não foi contratado por Bolsonaro, mas confirma que tem “conversado com o Deputado Bolsonaro e trocado com ele muitas ideias sobre economia”. Segundo ele, “nessas conversas o Deputado expõe suas ideias e ouve as minhas.”

Questão de tempo… Rachada, a bancada do PSDB no Congresso começa a se unir novamente num movimento para a legenda entregar os cargos no governo do presidente Michel Temer em dezembro.

De saída. Apesar das disputas internas pela presidência do PSDB, o senador Tasso Jereissati (CE), o governador Geraldo Alckmin (SP) e o ex-presidente FHC já se posicionaram pela saída do governo assim que o ano acabar. O PSDB tem quatro ministros na gestão Temer.

Em julgamento. O TRF-1 deve definir na quarta, 8, se a decisão do STF de submeter ao Congresso medidas cautelares contra deputados e senadores também vale para os deputados estaduais. A decisão será dos seis desembargadores.

Pra todos? O caso específico é o do deputado estadual Gilmar Fabris. Ele foi preso pelo ministro Luiz Fux, do Supremo; o desembargador Ney Bello manteve a prisão, mas a Assembleia Legislativa mandou soltá-lo após o Supremo se posicionar no caso que envolveu Aécio Neves.

CLICK. Com apoio de Aécio Neves (PSDB), Luislinda Valois permanece à frente do Ministério dos Direitos Humanos mesmo após ter pedido para receber R$ 61 mil.

Na disputa. A ministra Luislina Valois avisou ao PSDB que deseja se candidatar a deputada federal em 2018, o que a obrigará a deixar o cargo no governo em abril.

Sem chance. O PMDB de Minas Gerais avisou ao deputado Rodrigo Pacheco (MG) que não vai apoiá-lo numa candidatura própria ao governo. Vão continuar aliados ao PT. Pacheco avalia migrar para o DEM.
Data de publicação : segunda-feira, 6 de novembro de 2017

 

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