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Movimento portuário será maior após linha direta com mercado chinês
Fonte : CBN Vitória
O Porto de Vitória pretende recuperar o potencial disponível para operação com os novos investimentos sendo realizados, como a dragagem que atraiu uma linha direta para Zhuhai, na China, inaugurada nesta quinta-feira (29). Entre as expectativas está a recuperação da movimentação com o próprio mercado chinês, que em 2016 chegou a 10% de todas as movimentações do terminal portuário, representando R$ 10 bilhões, mas que já alcançou 25% em 2010, segundo cálculos da Câmara de Comércio Brasil China - ES.

De acordo com o superintendente geral de projetos da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), Walter Arruda Amâncio, o porto movimenta anualmente 6,5 milhões de toneladas de mercadorias, mas esse número já passou de 8 milhões em 2012, antes do fim do Fundap. A ideia é voltar ao que era antes e ainda passar esse número, segundo Amâncio.

A nova linha marítima vai ligar o Espírito Santo a cidade de Zhuhai, que fica no Sul da China, e em uma região continental, facilitando a distribuição de mercadorias exportadas. O primeiro navio, o Tiang Qi, sai do Espírito Santo neste sábado (1º) e deve chegar em 33 dias na Ásia, uma redução no tempo e nos custos do frete. Antes o trajeto, que ligava outros Estados do Brasil, podia demorar até 50 dias.

Este primeiro navio vai levar para a China 35 mil toneladas de blocos de granito. Segundo Walter Arruda Amâncio ele será adaptado em breve para levar contêineres. “O foco é, além dos produtos do Espírito Santos, os produtos da hinterlândia do Estado, como de Minas Gerais. Existe muita carga que usava o Porto de Vitória e não usa mais, indo para Santos ou Rio de Janeiro. Queremos recuperar isso, mas temos uma série de ações”, disse.

O representante da comunidade chinesa no Brasil, Zhu Chuaxin, exaltou o crescimento das relações comerciais entre os países. “Essa rota é importante para promovermos o desenvolvimento comercial entre as duas nações. Além disso, podemos efetuar uma troca de culturas”, declarou.

Hoje mais de 90% das cargas de contêineres que saem do Estado passam por portos vizinhos, gerando um custo maior, além do tempo. Até o final de julho, outras linhas marítimas entre a Capital capixaba e o Norte da Europa e os Estados Unidos também serão implantadas, segundo a Codesa. A ideia é aumentar a movimentação de contêineres em cerca de 100 mil por ano, voltando ao patamar de até 300 mil que existia até 2012.
Data de publicação : quinta-feira, 29 de junho de 2017

 

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