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Sem atividades, Samarco entra no terceiro período de layoff
Fonte : CBN Vitória
Os empregados da Samarco das unidades de Mariana, em Minas Gerais, e de Anchieta, no Espírito Santo, aprovaram nesta quarta-feira (26) a proposta conjunta da empresa e dos sindicatos para adoção de um novo período de layoff, de acordo com a mineradora. A suspensão dos contratos terá início em 1º de junho e duração até 31 de julho, podendo ser prorrogada dentro dos prazos previstos na legislação trabalhista. No momento, a Samarco mantém um quadro próprio de cerca de 1.800 funcionários. A partir de agora, a empresa definirá o grupo de empregados que terá seus contratos temporariamente suspensos.

A suspensão temporária dos contratos foi aprovada por cerca de 98% dos funcionários. A proposta foi anunciada na última semana em reunião entre a empresa, o Sindicato dos Metalúrgicos do Espírito Santo (Sindimetal) e o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Extração de Ferro e Metais Básicos de Mariana (Metabase).

Segundo o diretor do Sindimetal, Max Célio de Carvalho, a suspensão dos contratos de trabalho foi a solução encontrada para a manter os empregos. “O instrumento com o qual nós conseguimos dialogar para garantir a manutenção dos postos de trabalho foi a negociação de outro lay off”, disse à Rádio CBN Vitória.

De acordo com Carvalho, aproximadamente mil funcionários da Samarco nas unidades de Minas Gerais e do Espírito Santo devem ser contemplados neste acordo. Mas a divisão desse número entre as unidades não foi definido. A negociação entre empresa e sindicatos estabelece que durante o período de layoff os empregados receberão, entre outros benefícios, bolsa de qualificação profissional e ajuda compensatória mensal.

Os empregados da Samarco já passaram por um primeiro lay-off entre fevereiro e junho de 2016. Depois disso, a empresa iniciou um Programa de Demissões Voluntárias (PDV), que ofereceu acordos como 50% do salário para cada ano de trabalho, limitado a quatro salários, e um valor fixo equivalente a três salários, limitado a R$ 7,5 mil para os trabalhadores que pedissem desligamento da empresa. No total, 455 empregados no Espírito Santo e 469 em Minas Gerais aderiram ao PDV.

Após esse período, a Samarco apresentou um Programa de Demissões Involuntárias (PDI), que deu a funcionários demitidos pagamento de verba indenizatória no valor de um quarto do salário fixo contratual para cada ano de trabalho, limitado a dois salários-base do empregado, pagamento de verba indenizatória no valor fixo equivalente a 1,5 salário base do empregado, limitado a R$ 3.750,00, entre outras compensações. Com o PDI, a Samarco demitiu 113 empregados em Minas Gerais e 40 no Espírito Santo.
Data de publicação : quinta-feira, 27 de abril de 2017

 

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