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Reforma trabalhista: Temer exonera temporariamente três ministros para votação
Fonte : O Globo
BRASÍLIA - O presidente Michel Temer exonerou temporariamente três ministros para que possam retomar à Câmara e votar a favor da reforma trabalhista. A medida foi publicada nesta quarta-feira no “Diário Oficial da União”.

Foram exonerados Mendonça Filho (Educação), Bruno Araújo (Cidades) e Fernando Bezerra Coelho Filho (Minas e Energia). A princípio, ministros seriam devolvidos à Câmara só na segunda semana de maio, para a votação da reforma previdenciária.

Fernando Bezerra Coelho Filho é do PSB, cuja executiva fechou questão contra as duas reformas. O partido trouxe dificuldades ao governo na semana passada, quando ajudou a derrotar por uma vez o regime de urgência para a reforma trabalhista.

Nesta segunda-feira, Temer convocou ministros ao Palácio do Planalto e determinou que os que forem deputados voltarão à Câmara para votar com o governo na reforma da Previdência. Foi decidido também que nenhum ministro viaje nesta semana. O próprio Temer iria para Recife na quinta-feira e adiou a viagem. Uma equipe do Planalto já estava na capital pernambucana organizando os preparativos.

— Para a reforma trabalhista, a avaliação é que será uma votação mais segura — havia dito na segunda-feira Antonio Imbassahy, ministro da Secretaria de Governo. O plano do governo era só usar os ministros na reforma previdenciária.

14 ministros são deputados federais: Osmar Serraglio (Justiça), Raul Jungmann (Defesa), Mauricio Quintella (Transportes), Mendonça Filho (Educação), Roberto Freire (Cultura), Osmar Terra (Desenvolvimento Social), Ricardo Barros (Saúde), Fernando Bezerra Coelho Filho (Minas e Energia), Sarney Filho (Meio Ambiente), Leonardo Picciani (Esportes), Marx Beltrão (Turismo), Bruno Araújo (Cidades), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Ronaldo Nogueira (Trabalho). Há ainda dois senadores: Blairo Maggi (Agricultura) e Aloysio Nunes (Relações Exteriores).

O plenário da Câmara deve apreciar a reforma trabalhista nesta quarta-feira. Se a matéria receber o aval dos parlamentares, segue para o Senado. A reforma da Previdência deverá ir ao plenário da Câmara no dia 15.

A comissão especial que analisa a reforma trabalhista aprovou ontem, por 27 votos favoráveis e 10 contrários, o parecer do relator Rogério Marinho (PSDB-RN) com as alterações à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O Planalto intensificou as negociações para garantir o apoio da base aliada às reformas. Segundo explicou ao GLOBO o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, a bancada do PMDB na Câmara deve fechar ainda hoje posição a favor das reformas.



Data de publicação : quarta-feira, 26 de abril de 2017

 

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