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Pobreza cai e a desigualdade diminui no país
Fonte : Monitor Marcantil

Estudo de pesquisador do Ipea, porém, aponta que 1% mais rico não teve perda

A taxa de extrema pobreza no Brasil diminuiu de 7,6% da população, em 2004, para 2,8%, no ano passado, disse a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, após análise da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014, divulgada pelo IBGE.

O Índice de Gini, que mede a desigualdade, apresenta trajetória decrescente no Brasil desde 2004 e passou de 0,495, em 2013, para 0,490, em 2014 (quanto menor, menos desigual o país). “Houve redução da desigualdade no país, sistemática e persistente. O Índice de Gini melhora em todas as regiões. Os indicadores mostram um Brasil que avança, que melhora do ponto de vista da renda, da cidadania, dos bens”, disse a ministra.

Porém, estudo do pesquisador do Ipea Pedro Ferreira de Souza, que vem utilizando o método do economista francês Thomas Piketty, usando declarações de renda desde 1927, mostra uma certa estabilidade na desigualdade depois de 2001. Um dos motivos aventados por Souza é que pode ter havido redistribuição de renda, e consequente maior bem-estar, para grupos da base da pirâmide sem que isso tenha mexido na fatia relativa ao 1% mais rico.

De acordo com a Pnad, de 2013 para 2014, o crescimento do rendimento médio mensal real domiciliar per capita foi de 2,4% (de R$ 1.217 para R$ 1.246). Enquanto a parcela dos 10% mais pobres teve aumento real de 6,2% (de R$ 146 para R$ 155), os 10% mais ricos tiveram aumento de 2,1% (de R$ 5.076 para R$ 5.183).

São consideradas extremamente pobres pessoas com renda mensal de até R$ 77, fixada com base na referência da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Em dez anos, a queda da extrema pobreza foi mais acentuada entre crianças até 5 anos. O percentual caiu de 14,7%, em 2004, para 5,4%, no ano passado.

A ministra Tereza Campello aproveitou para contestar possível corte no Bolsa Família, o que poderia aumentar a pobreza, a extrema pobreza e o trabalho infantil no país, e levar à retirada de 23 milhões de pessoas do programa.
Data de publicação : segunda-feira, 16 de novembro de 2015

 

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