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Leitura digital agiliza movimentação de cargas soltas
Fonte : A Tribuna Online

Com menos de dois anos de operação no terminal, a equipe de tecnologia e manutenção da Embraport, que fica na Margem Esquerda (Área Continental) do cais santista, desenvolveu um novo sistema de reconhecimento digital para movimentar cargas soltas. A demanda surgiu depois de constatar a demora para fazer a conferência, por exemplo, de trilhos desembarcados no cais da empresa.

O resultados foram imediatos: ao invés de utilizar pouco mais de uma hora para conferir cada carga, o funcionário realiza o serviço em até 5 minutos. Esse patamar só foi alcançado depois da adaptação de equipamentos, agora capazes de lerem os códigos acoplados em cada unidade de carga.

Ao digitalizar o processo, o cliente também passou a ser beneficiado. De acordo com o diretor da Embraport, Reynaldo Pincette, um relatório, em tempo real, é gerado para que todos os envolvidos naquele processo possam estar cientes do que está ocorrendo. Isso possibilita o controle do produtos por todos os intervenientes.

Até março, um fiscal da empresa tinha a missão de anotar todos os números de série das cargas em uma prancheta e depois reportar estas informações manualmente à importadora da carga, para que fosse possível monitorar o deslocamento do material.

Isso deixou de ser feito depois que o pessoal de Tecnologia da Informação (TI) desenvolveu um programa capaz de fazer a leitura dos códigos existentes em cada carga. Por meio de um coletor de dados, disponibilizado para o conferente registra as informações de maneiras mais ágeis, facilitando o processo.

Desde o início da operação foram movimentados 38 mil trilhos no terminal da empresa, conforme Pincette. Pelo método antigo, com base no cálculo de horas trabalhadas, seriam gastos quase 80 dias para catalogar todas as peças. Com o novo recurso, a empresa ganha aproximadamente 20 dias para focar esforços em outra área.

Mais leve

Paralelamente, a equipe de tecnologia da Embraport conseguiu eliminar uma etapa na pesagem obrigatória de contêineres. Isso porque os técnicos da empresa acoplaram aos transtêineres (guindastes que fazem o transporte da carga no pátio) um sistema próprio capaz de calcular o peso da carga que é transportada.

Ao todo, 14 equipamentos já possuem o sistema de pesagem. Até o final do ano, a empresa quer instalar nos oito restantes.

Antes, toda o conteúdo removido do navio era encaminhado em uma carreta até a balança e, depois, armazenada ao pátio. Desde abril, o contêiner vai direto para o guindaste, que o colocará na posição correta. "Essa tecnologia reduz cerca de 10% o consumo de combustível e emissão de particulados", destaca Reynaldo.
Data de publicação : terça-feira, 21 de julho de 2015

 

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