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ELES VÃO SE MOBILIZAR PARA DERRUBAR VETO NO CONGRESSO
Fonte : Monitor Mercantil

Os presidentes da Força Sindical, Miguel Torres, e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Wagner Freitas, disseram, após reunião do Palácio do Planalto, que, se a presidenta Dilma Rousseff vetar a proposta que criou uma alternativa ao fator previdenciário, as seis maiores centrais sindicais do país irão ao Congresso Nacional tentar derrubar o veto.

Ao acabarem, por ampla maioria, com o fator previdenciário, os parlamentares incluíram a fórmula 85/95, pela qual, para se aposentar receber o benefício integralmente (obedecido o teto de R$ 4.663,75 da Previdência Social), os trabalhadores têm que somar o tempo de contribuição e a idade até atingir a marca de 85 para as mulheres e 95 para os homens.

A fórmula 85/95 livra os aposentados do confisco do FP, que pode reduzir em até 40% o valor do benefício, obrigando-os a permanecer mais tempo no mercado de trabalho para fazerem jus ao mesmo da aposentadoria a que teria direito.

“Pedimos à presidente que não vete, que corrija essa distorção que prejudica milhões de trabalhadores. Ela tem a oportunidade de fazer esse bem aos trabalhadores”, advertiu Torres, após reunião com os ministros da Previdência Social, Carlos Gabas, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto.

Além da Força e da CUT, participaram do encontro representantes da Central dos Sindicatos Brasileiros, Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, União Geral dos Trabalhadores, Nova Central Sindical de Trabalhadores e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura.

Segundo Torres, os ministros não apresentaram qualquer alternativa. Dilma tem até quarta-feira para sancionar ou vetar, total ou parcialmente, o texto aprovado pelo Congresso. Ao aprovarem o fim do FP, os parlamentares anunciaram estarem dispostos a derrubar o veto da presidente, caso ela se recusasse a sancionar a mudança.

As centrais defendem que Dilma sancione a lei sem mudanças, para que a fórmula 85/95 entre em vigor e, simultaneamente, continue debatendo propostas para a sustentabilidade da Previdência Social no fórum criado pelo governo, que inclui empresários, centrais e representantes dos aposentados. Os sindicalistas dizem que a aplicação da fórmula 85/95 não comprometerá as contas da Previdência Social até 2023.

“Há uma unidade das centrais. A fórmula 85/95 é importante na agenda da classe trabalhadora neste momento. É importante que Dilma sancione o que saiu do Congresso. Significa reparar uma parcela dos danos que o fator criou para o trabalhador no fim dos anos 1990 (quando foi criado pelo governo Fernando Henrique Cardoso)”, destacou Freitas.
Data de publicação : terça-feira, 16 de junho de 2015

 

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