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Movimento de containeres não crescerá este ano
Fonte : Sérgio Barreto Mota – Rio Marítimo

O presidente da Associação Brasileira de Terminais de Containeres de Uso Público (Abratec), Sérgio Salomão, revelou que, em 2014, os terminais associados à entidade movimentaram 6,09 milhões de unidades. Para o corrente ano, a previsão não é de expansão.

– Na melhor das hipóteses, repetiremos a operação de 2014, mas não há como não reconhecer que a tendência é de queda – afirmou Salomão.

Sobre as principais preocupações da Abratec, afirma o executivo:
– A Abratec está dedicada aos pleitos das empresas afiliadas, de antecipação da prorrogação dos contratos de arrendamento e de expansão de área, ambos os assuntos previstos na Nova Lei dos Portos, a 12.815, de 5 de junho de 2013.

Sobre virtudes do novo diploma legal, citou a possibilidade de antecipar prorrogação de contratos e de expandir áreas. Salientou que, em contrapartida, houve retrocessos na relação capital/trabalho, principalmente no tocante à requisição de mão de obra exclusivamente junto ao Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo).

Em relação a mão de obra, afirmou Salomão:
– A vinculação de mão de obra é uma necessidade para a operação portuária moderna no segmento de contêiner e, nessa direção, caminham os terminais representados pela Abratec. Já no segmento de granel a utilização de mão de obra avulsa mostra-se mais adequada. Cabe ao terminal, de acordo com o seu perfil operacional, escolher a modalidade de utilização de mão de obra, ou seja, avulsa ou vinculada ou ambas simultaneamente.

LOUCURA NO MAR
A revista Época informa que o bilionário egípcio Mohamed Al Fayed, conhecido por ter sido dono da loja de luxo Harrods, estaria negociações para comprar, no todo ou em parte, a estatal Transpetro. Com tudo, a empresa é invendável, pois conta com milhares de empregados que Fayed não irá desejar manter. O que pode ocorrer seria a compra dos 46 navios novos, encomendados a partir de 2003 – pois os velhos nada valem. E, como ocorreu em outras privatizações, o passivo – representado por obrigações empregatícias, de fundo de pensão e outras – ficaria com o sistema Petrobras

FENAVEGA CRITICA
O presidente da Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária (Fenavega), Raimundo Holanda, afirma que a Agência Nacional de Águas (ANA) se omitiu e, com isso, o Operador Nacional do Sistema (ONS) não aplicou a lei de uso múltiplo da água – para navegação, geração de energia, consumo humano e agrícola – e só pensou na geração de energia. Com isso, empresas que operam no Tietê-Paraná tiveram perdas superiores a R$ 700 milhões e demitiram 1.200 pessoas, tanto na navegação como em estaleiros. Segundo Holanda, o pior de tudo é que isso desmoraliza o transporte aquaviário, o mais barato e ambientalmente menos oneroso. Muito investidor, com intenção de ingressar no setor, principalmente no Norte do país, poderá se inibir, diante de um clima de desolação na Tietê-Paraná, onde a navegação está praticamente paralisada há um ano, por estiagem natural e mau manejo dos reservatórios das hidrelétricas.
Data de publicação : sexta-feira, 12 de junho de 2015

 

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