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Reflexão sobre greve da Guarda Portuária da Codesa
Fonte : Portogente

Nesta terça-feira (12/5), o porto sob o comando da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), em Vitória, poderá amanhecer, segundo ameaça dos guardas portuários capixabas, parado. A bronca seria o não cumprimento de cláusula do acordo salarial da categoria referente ao pagamento da participação nos lucros e resultados (PLR) da empresa.

O Sindicato da Guarda Portuária no Estado do Espírito Santo (Sindguapor) afirma que a deterioração das relações com a empresa acontece desde 2013. O sindicato denuncia as condições precárias do meio laboral e que os guardas portuários trabalham “em meio à infestação de baratas e ratos, com banheiros imundos e sanitários quebrados, em muitos locais desprovidos até de condicionadores de ar, indispensáveis quando lembramos que as estruturas de apoio foram confeccionadas em material metálico, que potencializam e condicionam o calor de forma insuportável dentro daqueles ambientes.”

No momento em que o ministro Edinho Araújo, da Secretaria de Portos da Presidência da República, envida esforços no sentido de aumentar a competitividade dos portos nacionais e fala num setor moderno e potente, a atitude de uma autoridade portuária deve ser também à altura. Modernidade quer dizer, acima de tudo, respeitar todos os atores envolvidos no setor, isso significa dizer os trabalhadores também. Esperamos que o ministro também lembre que porto moderno é porto com um ambiente de trabalho saudável e com direitos respeitados.
Data de publicação : segunda-feira, 11 de maio de 2015

 

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